Na última reunião do Conselho de Turismo da Fecomercio São Paulo, ficou muito claro que o aumento da burocracia que o governo deseja implantar, significará diminuição do interesse turístico por nosso país.
A volta da exigência de visto para passaportes estadunidenses, australianos, japoneses e canadenses é tida como preocupante pelo Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo.
O argumento para a revogação da isenção, política adotada em 2019, se baseia em dois pontos: da reciprocidade e dos efeitos nulos da medida. Em nossa avaliação é um erro, porque diminui nossa competitividade com outros países da América do Sul, uma vez que Chile, Colômbia, Peru e Argentina não exigem vistos dos cidadãos norte-americanos, por exemplo.
Consequentemente, menos burocracia atrai mais turistas e mais gastos para a cadeia. De acordo com dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), economias do G20 têm potencial de atrair um adicional de 122 milhões de turistas e gerar uma exportação no turismo de US$ 206 bilhões, em simplificações dos processos de vistos.
Atualmente, os Estados Unidos são o segundo país com desembarcados no Brasil, principalmente por meio aéreo, e fica atrás somente da Argentina. Em 2022, entraram no País 441 mil estadunidenses, 54,2 mil canadenses, 25 mil australianos e 17,6 mil japoneses, os quais respondem por cerca de 15% do total de turistas que ingressam em terras brasileiras. São números que não podem ser desprezados, vamos imaginar o volume de recursos que as pessoas colocam no nosso país e, se criamos dificuldades, perderemos parte desse montante.
A medida ora tomada vai ao sentido contrário das políticas do Ministério do Turismo e da Embratur: recuperar a imagem do País no exterior, ampliar os investimentos na promoção nacional em países como os Estados Unidos, fomentar os aportes financeiros para a ampliação da estrutura turística, entre outros.
Segundo Guilherme Dietze, assessor técnico do Conselho de Turismo, a isenção unilateral beneficia o turismo ao incluir os passageiros que decidem por impulso e motivados por promoções. “O visto é uma barreira, especialmente nesses casos. Outros países com interesses comercial e turístico no País devem ser avaliados, para que se alinhe este tipo de ação com outras de comércio exterior e parcerias estratégicas”.
Precisamos nos mobilizar, estados, municípios, capital e interior, para auxiliar o conselho a reverter essa mudança que vai apenas prejudicar a nossa economia. Vivemos um momento em que cada centavo que entra no país conta, para ajudar na soma das substâncias de nossas empresas e de nossos empregos.
Não precisamos mais de burocracia, precisamos de liberdade, precisamos de recursos, e os recursos do turismo são limpos e em sua maioria chegam às mãos de todas as classes, sem distinção.
Boa semana!